quinta-feira, 2 de junho de 2016
A aceitação é mais do que uma atitude virtuosa, é a única postura possível diante daquilo que não podemos transformar, principalmente no que diz respeito aos outros. As pessoas mudam apenas quando querem e somente diante de esforço. Por isso, aquele que aceita o outro e a vida do jeito que ela é sofre menos, pois não cobra nada de ninguém.
Vivemos um excelente momento para reavaliar nossos valores e comportamentos morais. Quando apontamos o dedo para um corrupto, aplaudindo o seu castigo, devemos examinar minuciosamente a nossa própria conduta. Corrupto é todo aquele que tira vantagem burlando a lei; é quem ultrapassa os carros pelo acostamento ou quem fura a fila do cinema.
Nunca sabemos o que é melhor para os outros, nem mesmo para os nossos filhos. Podemos até achar que determinado sofrimento é terrível, mas, como não adivinhamos o futuro, não podemos dizer o que é certo ou errado. Mas uma coisa é fato: quem não aprende a viver com restrições ou frustrações quando pequeno não tem como ser um adulto feliz.
Em momentos de dificuldade, questionamos nosso papel no mundo. Essa reflexão é uma oportunidade para rever crenças, valores e metas. Como nos ensinou o tcheco Valclav Havel, preso pelo regime comunista e que décadas depois chegou à presidência do seu país: "Não é no momento da mais profunda dúvida que nascem as novas certezas?"
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